A questão do que acontece depois que morremos fascina a humanidade há séculos.
Muitas religiões ensinam que a alma enfrenta consequências pela vida que levamos: boas ações levam ao Céu, erros levam ao Inferno.
Ainda assim, apesar de todas as crenças, nenhum de nós realmente sabe o que existe além.
Para Brian Miller, um caminhoneiro de 41 anos de Ohio, essa pergunta virou realidade — e a resposta que ele diz ter encontrado mudou sua vida para sempre. Em 2014, ele estava em casa, tentando abrir a tampa de um recipiente, quando sentiu uma pressão súbita e intensa no peito.
“Sou caminhoneiro e acho que estou tendo um ataque cardíaco”, ele disse ao ligar para o 911 segundos antes de perder a consciência, segundo a Fox 8 Cleveland.
Brian foi levado às pressas ao hospital, onde os médicos rapidamente desobstruíram a artéria principal do coração. Mas, momentos depois, ele desenvolveu fibrilação ventricular, uma condição em que o coração apenas treme e não consegue bombear sangue.
A enfermeira da UTI Emily Bishop relembra bem a tensão do momento: “Ele não tinha frequência cardíaca, não tinha pressão arterial, não tinha pulso. Quero dizer, pensa nisso.”
Declarado morto
Os médicos realizaram uma RCP “forte, intensa e rápida” e aplicaram quatro choques elétricos em Brian, mas nada funcionou. Ele foi declarado morto.
Então, 45 minutos depois, algo milagroso aconteceu: o pulso de Brian voltou “do nada”, segundo Bishop.
“O cérebro dele ficou 45 minutos sem oxigênio. O fato de ele estar andando, falando, rindo, tudo isso é incrível.”
Durante esse tempo, Brian viveu o que descreve como um mundo celestial.
“A única coisa de que me lembro é que comecei a ver a luz e a caminhar em direção a ela”, contou. Ele se viu andando por um caminho cercado de flores, onde encontrou sua madrasta já falecida.
“Ela era a coisa mais bonita quando a vi, parecia o primeiro dia em que a conheci, ela parecia tão feliz”, relembrou Brian. “Ela segurou meu braço e disse: ‘Ainda não é a sua hora, você não precisa estar aqui, temos que te levar de volta, você ainda tem coisas para fazer’.”
Para Brian, a experiência confirmou algo que ele sempre se perguntou: a existência de uma vida após a morte.
“Existe vida após a morte, e as pessoas precisam acreditar nisso, e muito”, afirmou.
Histórias como a de Brian continuam dividindo opiniões. Alguns as veem como prova de vida após a morte, enquanto outros permanecem céticos.
Mas, para quem já esteve frente a frente com a morte, experiências de quase-morte podem trazer conforto, clareza e uma sensação de paz diante do maior desconhecido da vida.
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