Foto: NTB
O que começou com uma prisão em Frogner, em agosto de 2024, acabou se transformando em um dos casos criminais mais comentados da Noruega nos últimos tempos.
Marius Borg Høiby (29) responde a diversas acusações graves, somando ao todo 38 acusações formais.
O caso envolve, entre outras coisas, violência, estupro e crimes relacionados a drogas, e nas últimas semanas tem dominado o tribunal distrital de Oslo e o noticiário nacional do país.
Marius Borg Høiby é filho da princesa herdeira Mette-Marit e enteado do príncipe herdeiro Haakon, sendo considerado parte da família real ampliada.
Uma acusação abrangente
Foi em agosto de 2024 que Høiby foi inicialmente detido e preso após um episódio de violência em Frogner, em Oslo. O incidente marcou o início de uma investigação que posteriormente cresceu significativamente em escala. Segundo o promotor Sturla Henriksbø, responsável pela acusação em nome do Estado, Høiby teria violado a lei 38 vezes ao longo de um período de sete anos.
Os supostos crimes teriam ocorrido entre dezembro de 2018 e novembro do ano passado. O caso abrange uma ampla gama de acusações graves, incluindo vários episódios de violência, crimes sexuais e infrações relacionadas a drogas.
Høiby admite culpa em 18 acusações, além de admitir culpa parcial em cinco. Em relação a 15 acusações, ele nega qualquer responsabilidade criminal.
Ao todo, nove pessoas são listadas como vítimas no caso — seis mulheres e três homens. Uma das vítimas, Nora Haukland, se pronunciou publicamente. Ela é ex-namorada de Høiby. As demais vítimas optaram, até o momento, por não revelar suas identidades publicamente.
Alegação sobre filho gera repercussão
O caso recebeu enorme atenção da mídia, tanto pela gravidade das acusações quanto pela ligação de Høiby com a família real. Durante as audiências da semana passada, surgiram novas informações que aumentaram ainda mais o interesse público.
Segundo o jornal VG, uma testemunha no tribunal distrital de Oslo — amigo de uma das mulheres envolvidas — afirmou que Høiby teria dito que possui um filho. O depoimento foi prestado em audiência aberta na última sexta-feira. No tribunal, a testemunha foi questionada sobre o que a amiga havia relatado após um afterparty. Ele explicou que Høiby teria compartilhado informações pessoais. O amigo não esteve presente no encontro, mas encontrou a amiga no dia seguinte, quando ela teria contado o ocorrido.
Trata-se da mulher que acusa Høiby de estupro em um hotel no bairro Grønland, em Oslo, em novembro de 2024. Eles teriam se conhecido em um afterparty naquela mesma noite. Høiby nega a acusação.
Ele contou a ela sobre uma infância difícil, falou sobre o filho e mostrou fotos da criança, coisas que fizeram com que ela confiasse nele, explicou o amigo em tribunal, segundo o jornal.
Questionada diretamente sobre se Høiby tem um filho, a assessoria de imprensa do Palácio informou ao VG que a Casa Real não se pronuncia em nome dele. O jornal também afirma que fontes centrais do caso conhecem informações indicando que o filho da princesa herdeira teria um filho. No entanto, isso ainda não foi confirmado oficialmente.
Caso as informações sejam verdadeiras, isso significaria que a princesa herdeira Mette-Marit se tornou avó.
Com 38 acusações, nove vítimas e a ligação do acusado com a família real do país, o processo já é considerado um dos julgamentos mais extensos e comentados da Noruega em muitos anos.
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