Crédito: Eric LAFFORGUE/Gamma-Rapho via Getty Images
Por mais de meio século, um homem teria se recusado a abaixar o braço direito, suportando anos de agonia e transformando permanentemente o próprio corpo por uma promessa que não tem intenção de quebrar.
Em 1973, Amar Bharati era um pai casado de três filhos, de 28 anos, que trabalhava em um pequeno banco na Índia quando tomou uma decisão que transformaria completamente sua vida.
Segundo o The Jerusalem Post, Bharati deixou para trás a família, o emprego e seu antigo estilo de vida para se tornar um sadhu, um asceta religioso que renuncia aos desejos mundanos em busca de devoção espiritual.
Para Bharati, isso significava dedicar-se a Shiva, uma das principais divindades do hinduísmo, enquanto abraçava uma vida centrada em sua fé e no desejo de alcançar a paz mundial.
Mas abandonar sua antiga vida foi apenas o primeiro passo de um compromisso que acabaria cobrando um preço físico extraordinário.
Como expressão de sua devoção e defesa da paz, Bharati levantou o braço direito acima da cabeça e prometeu mantê-lo nessa posição.
Mais de 50 anos depois, ele supostamente ainda não o abaixou.
Quer que o “mundo viva em paz”
O que, à primeira vista, pode parecer um teste extremo de resistência tinha um propósito muito mais profundo para Bharati.
Seu braço permanentemente levantado se tornou tanto uma expressão de sua devoção religiosa quanto um protesto contra a violência e os conflitos.
“Não peço muito. Por que lutamos uns contra os outros? Por que existe tanto ódio e inimizade entre nós? Quero que todos os indianos vivam em paz. Quero que o mundo inteiro viva em paz”, disse ele, segundo o History of Yesterday.
Manter o braço nessa posição, no entanto, teve um enorme custo físico.
Anos de dor
Qualquer pessoa que já tenha mantido uma mão levantada acima da cabeça por apenas alguns minutos sabe o quão rapidamente o desconforto aparece.
Para Bharati, não havia o alívio de poder abaixá-la.
Segundo o The Jerusalem Post, os dois primeiros anos foram marcados por dores intensas, enquanto ele se recusava a abandonar sua promessa. Com o tempo, porém, algo mudou.
A dor diminuiu à medida que Bharati teria perdido a sensibilidade no membro, enquanto anos sem movimentos normais fizeram com que seus músculos atrofiassem — ou definhassem.
Imagens de Bharati tiradas décadas depois mostram o quanto seu braço direito mudou drasticamente: o membro, reduzido quase a pele e osso, permanece fixo acima de sua cabeça, enquanto décadas de crescimento das unhas fizeram com que elas se retorcessem em longas espirais curvas saindo de suas pontas dos dedos.
Ele conseguiria abaixar o braço?
Há relatos conflitantes sobre o que exatamente aconteceria se Bharati tentasse abaixar o braço depois de mantê-lo levantado por décadas.
O The Jerusalem Post informou que alguns acreditam que ele é fisicamente incapaz de fazer isso, enquanto outros afirmam que ele conseguiria, mas continua se recusando porque abaixá-lo violaria o compromisso espiritual por trás do gesto.
“Se você tentar abaixar a mão de Bharati, causará a ele uma dor real — não física, mas espiritual —, pois ele acredita que sua saudação eterna realmente promove a paz mundial”, disse ao Post uma fonte próxima ao homem.
Também pode haver sérias consequências físicas.
Outra pessoa citada pelo veículo afirmou que a cartilagem do cotovelo de Bharati teria secado a tal ponto que tentar movimentar a articulação poderia fazê-la quebrar.
Seja qual for a condição médica exata de seu braço hoje, mais de 50 anos sem movimentos normais claramente cobraram um preço devastador.

Ainda assim, para Bharati, esse sacrifício era justamente o objetivo.
Outros seguiram seu exemplo
O compromisso extraordinário de Bharati acabou inspirando outros sadhus na Índia a levantarem os braços como um ato semelhante de devoção e apoio à paz mundial, embora nenhum tenha mantido a posição por tanto tempo quanto ele.
Mais de 50 anos depois de Bharati levantar o braço pela primeira vez, o gesto que começou como uma expressão de fé e um apelo pela paz tornou-se permanente — tanto em sua mensagem quanto nas consequências físicas deixadas em seu corpo.
Antes de compartilhar esta história, conte-nos o que você acha do extraordinário compromisso deste homem em defender a paz!
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