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Uma nova variante de COVID está se espalhando e especialistas estão começando a prestar atenção. Ela recebeu um apelido curioso: “Cicada”. Há um motivo para isso.
A nova cepa, chamada BA.3.2, está sendo observada mais de perto. Um dos motivos são as muitas mudanças na proteína spike da variante, que a tornam diferente das outras versões atualmente em circulação.
“Talvez ainda mais preocupante seja a quantidade de mudanças genéticas na proteína spike dessa variante, o que a diferencia das outras variantes em circulação”, disse Andrew Pekosz, Ph.D., virologista da Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, em entrevista à TODAY.
O vírus que causa a COVID-19 continua mudando à medida que se espalha. Isso é normal e leva ao surgimento de novas variantes ao longo do tempo. A maioria das variantes atuais é muito semelhante entre si, com apenas pequenas diferenças. Mas, segundo especialistas, a BA.3.2 não é como as outras — ela realmente se destaca.
Cicada – uma nova variante de Covid
Cientistas dizem que ela foi identificada pela primeira vez na África do Sul em 2024, mas permaneceu discreta por bastante tempo. Então, de repente, voltou a aparecer.
Agora, já foi encontrada em mais de 20 países ao redor do mundo. Segundo o CDC, está presente em pelo menos 25 estados dos EUA.
O nome vem do inseto cigarra. As cigarras podem permanecer no subsolo por anos antes de reaparecerem de repente. Especialistas dizem que esse vírus é semelhante. Cientistas afirmam que essa variante possui muitas mutações — cerca de 70 a 75 mudanças na proteína spike. Isso, por si só, pode facilitar sua disseminação e ajudá-la a escapar da imunidade.
No entanto, também há boas notícias. Especialistas acreditam que as vacinas atuais contra a COVID ainda protegem contra casos graves. Portanto, mesmo que o vírus se espalhe, pode não ser mais perigoso.
Até agora, a variante BA.3.2 ainda representa uma pequena parte dos casos totais de COVID. Mas, em algumas regiões da Europa, já corresponde a uma grande parcela das infecções. Ainda assim, é cedo demais para dizer se a “Cicada” se tornará a próxima variante dominante.
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