Mulher ficou com uma lembrança permanente e assustadora do vício em câmaras de bronzeamento

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Beth Brown passou anos em busca do bronzeado perfeito, convencida de que aquilo fazia parte do seu estilo de vida. Quando uma pequena mancha vermelha em seu rosto se recusou a desaparecer, ela acreditou que fosse eczema — até receber um diagnóstico que mudou sua vida e deixou uma lembrança permanente dos riscos que nunca imaginou enfrentar.

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Durante anos, Beth Brown, hoje com 30 anos, usou câmaras de bronzeamento regularmente enquanto trabalhava como comissária de bordo, muitas vezes combinando o bronzeamento artificial com longos períodos de exposição ao sol durante suas viagens.

Como muitos jovens, ela acreditava que manter a pele bronzeada valia a pena e raramente pensava nas consequências a longo prazo.

Hoje, ela afirma que essa mentalidade foi influenciada por mais do que apenas padrões de beleza.

“Minha mãe nunca usava protetor solar. A geração dela passava horas torrando no sol, então eu também nunca usei, porque foi assim que cresci”, contou Brown à People.

Em busca de um bronzeado mais intenso, Brown começou a usar câmaras de bronzeamento aos 22 anos e, ao longo dos seis anos seguintes, aumentou gradualmente tanto a frequência quanto a duração das sessões. Em alguns períodos, fazia sessões semanais, permanecendo até 20 minutos por vez.

Achava que a mancha era eczema

Tudo mudou quando ela percebeu uma pequena mancha vermelha no lado do rosto que simplesmente não cicatrizava.

“Há cerca de três anos, notei uma pequena mancha vermelha e achei que fosse eczema”, relembrou Brown em entrevista à SWNS. “Passei E45 e Sudocrem, mas, obviamente, ela não desapareceu.”

Às vezes, a região sangrava ou criava uma crosta, mas ela ainda não suspeitava de câncer de pele.

Foi apenas quando comentou sobre a mancha com o namorado que tudo começou a mudar.

“Ele enviou uma foto para a mãe dele, que é médica, e ela sugeriu que eu procurasse um médico“, explicou.

Olhando para trás, Brown acredita que essa conversa pode ter salvado sua vida.

“Se não fosse por ela, talvez eu nunca tivesse ido ao médico”, disse.

Um diagnóstico inesperado

Os médicos diagnosticaram Brown com carcinoma basocelular (CBC), o tipo mais comum de câncer de pele, geralmente causado pela exposição à radiação ultravioleta (UV).

Embora o CBC raramente se espalhe para outras partes do corpo, ele pode continuar crescendo se não for tratado, tornando o diagnóstico precoce fundamental.

Brown contou que esperou seis meses pela cirurgia após entrar na fila de espera.

“Fiquei com muito medo de que ele continuasse crescendo enquanto eu aguardava a cirurgia”, relembrou.

Quando finalmente passou pelo procedimento, ela optou por não fazer um enxerto de pele e deixou que a ferida cicatrizasse naturalmente.

“Eu não tinha ideia de como o processo de recuperação seria intenso”, disse. “Avisei no trabalho que voltaria no dia seguinte porque achei que sairia apenas com um pontinho, mas saí do hospital com um buraco no rosto.”

Desde então, sua pele cicatrizou, mas a experiência mudou para sempre sua forma de encarar a exposição ao sol.

Câmaras de bronzeamento e câncer de pele

Organizações de saúde alertam há anos que as câmaras de bronzeamento expõem os usuários à radiação ultravioleta, aumentando significativamente o risco de câncer de pele.

Segundo a Skin Cancer Foundation, mais de 419 mil casos de câncer de pele nos Estados Unidos são associados ao bronzeamento artificial todos os anos, incluindo cerca de 245 mil casos de carcinoma basocelular, 168 mil de carcinoma espinocelular e 6.200 de melanoma.

Além disso, o risco de desenvolver câncer de pele devido ao uso de câmaras de bronzeamento é maior do que o risco de um fumante desenvolver câncer de pulmão.

“Me senti muito estúpida”

Hoje, Brown afirma que usa protetor solar todos os dias e evita permanecer por longos períodos sob o sol.

“Sou apaixonada pelo sol, mas faço questão de cuidar da minha pele. Agora uso FPS todos os dias. Não consigo imaginar sair de casa sem passar protetor no rosto”, disse. “Tomar sol e obter vitamina D é importante, mas não deixe sua pele queimar. Procure sombra, use protetor solar e chapéu.”

“Eu era muito ingênua. Achava que isso nunca aconteceria comigo. Hoje me arrependo profundamente de ter usado câmaras de bronzeamento. Quando recebi o diagnóstico de carcinoma basocelular, fiquei apavorada e também me senti muito estúpida. Pensei: ‘Como fui fazer isso comigo mesma?’. Só quero ajudar outras mulheres e conscientizar sobre o fato de que isso é mais comum do que as pessoas imaginam e pode acontecer com qualquer uma”, alertou.

A história teve um impacto ainda mais pessoal.

Após o diagnóstico de Brown, sua mãe também decidiu fazer exames e acabou sendo diagnosticada com carcinoma basocelular, reforçando o alerta que Brown espera que outras pessoas levem a sério antes de ignorarem uma mancha suspeita na pele.

Se a história de Brown chamou sua atenção, compartilhe com familiares e amigos. Conscientizar sobre os riscos das câmaras de bronzeamento e a importância do uso diário de protetor solar pode ajudar alguém a identificar um câncer de pele antes que seja tarde demais.

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