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Aviso: Este artigo aborda morte assistida e pode ser sensível para alguns leitores.
A criadora de conteúdo canadense no TikTok Rebecca Luna morreu por meio da assistência médica para morrer (MAID, na sigla em inglês) após ser diagnosticada com Alzheimer de início precoce ainda na faixa dos 40 anos.
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Rebecca Luna, que usava o nome de usuário @wheredidrebeccago nas redes sociais, já havia falado abertamente com seus mais de 90 mil seguidores sobre o diagnóstico e sua decisão de recorrer à morte assistida. Mãe de dois filhos e moradora da província de Colúmbia Britânica, ela compartilhou atualizações sobre o avanço da doença depois de procurar um médico no ano passado e descobrir que havia desenvolvido Alzheimer de início precoce.
Essa é uma forma rara da doença de Alzheimer que afeta pessoas com menos de 65 anos e pode surgir ainda na faixa dos 40 ou 50 anos. Luna contou que recebeu uma expectativa de vida estimada entre cinco e sete anos após o diagnóstico.
Sua filha, Maya, confirmou na segunda-feira, 27 de julho, que Luna havia morrido dois dias antes. Ela descreveu a morte da mãe como tranquila e afirmou que Rebecca estava cercada por seus familiares e entes queridos.
Luna já havia contado aos seguidores que planejava recorrer ao MAID, modalidade de morte assistida legalizada no Canadá desde 2016. Ela também revelou que a data prevista para o procedimento foi antecipada de agosto devido à rápida progressão de sua condição.
Em seu vídeo final, Luna explicou que a decisão foi extremamente difícil.
“Nas últimas duas semanas, estive tomando essa decisão”, disse ela, acrescentando que já não se sentia confortável nem segura em seu próprio corpo.
Luna afirmou que não queria morrer antes dos 50 anos e que jamais teria escolhido viver com Alzheimer de início precoce. No entanto, disse que já havia enfrentado muito sofrimento ao longo da vida e queria passar o tempo que lhe restava cercada pela família e pelos amigos.
Ao refletir sobre sua trajetória, Luna também falou sobre ter sobrevivido a uma infância marcada por abusos e por ter superado a dependência química. Ela disse sentir orgulho de ter permanecido sóbria enquanto lidava com o diagnóstico e com os desafios emocionais que a doença trouxe.
“Minha vida foi muito traumática. Já passei por sofrimento suficiente”, disse aos seguidores.
Apesar das circunstâncias dolorosas, Luna também destacou as qualidades positivas que acreditava ter desenvolvido por meio de suas experiências, afirmando que elas a ajudaram a compreender quem era e o tipo de pessoa que queria ser.
Seu último vídeo marcou o fim das atualizações frequentes nas redes sociais. Luna informou aos seguidores que deixaria de produzir conteúdo para dedicar seus últimos dias aos familiares e às pessoas que amava.
Desde sua morte, inúmeras homenagens foram publicadas por pessoas que acompanharam sua trajetória e se identificaram com a forma aberta e sincera com que ela falou sobre viver com um diagnóstico tão devastador em uma idade relativamente jovem.
Sua história também reacendeu as discussões sobre o Alzheimer de início precoce, os desafios enfrentados por pessoas que convivem com doenças neurológicas progressivas e as decisões profundamente pessoais relacionadas aos cuidados no fim da vida.
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