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Apesar de protestos, restaurantes da Coreia do Sul servem cachorro durante Jogos Olímpicos de Inverno

Desde que começaram os Jogos Olímpicos de Inverno na sexta-feira, 9 de fevereiro, em Pyeongchang, Coréia do Sul, milhares de visitantes têm chegado no país para apreciar o espetáculo e conhecer a cultura local — e muitos estão desconfortáveis com os menus de restaurantes da região, que servem carne de cachorro.

Apesar do apelo do governo aos restaurantes para que parassem de servir carne de cachorro durante os Jogos, muitos se recusaram a obedecer.

A carne de cachorro é considerada uma iguaria na Coréia do Sul, onde se acredita que ela é uma especial fonte de energia. Mas os ativistas dos direitos dos animais afirmam que os cães, bem como os gatos, criados para o comércio de carne são submetidos a condições horríveis.

A esquiadora sueca Charlotte Kalla foi um dos atletas que expressou sua tristeza pela crueldade.

“Eu não sabia nada sobre isso … Nunca tinha ouvido falar desse tratamento de cães na Coréia do Sul, isto é terrível”, disse Kalla ao jornal sueco The Expressen.

Os ativistas dos direitos dos animais intensificaram sua campanha para proibir a venda de carne de cachorro. As autoridades sul-coreanas também tentaram influenciar os proprietários de restaurantes a pararem, mas sem sucesso.

“Recebemos muitas queixas de operadores de restaurantes, afirmando que estamos ameaçando sua subsistência”, disse o funcionário do governo Lee Yong-Bae ao canal Channel News Asia.

Facebook / Humane Society International

“Alguns deles inicialmente passaram a vender carne de porco em vez de cachorro, mas viram que as vendas caíam bruscamente. Daí eles voltaram para a carne de cachorro”, explicou Lee.

A tradição de comer cachorro ainda é forte é algumas partes do país, mas na capital de Seul é considerado “detestável” comer carne de cachorro.

Comer carne de cachorro é um hábito que também diminui à medida que surgem outras gerações dos sul-coreanos. Os mais jovens vêem cachorros como animais de estimação. O presidente sul-coreano Moon Jae-in adotou um cachorro que foi resgatado de uma fazenda de carne.

Facebook / Humane Society International

Os ativistas dos direitos dos animais aproveitaram a oportunidade para aumentar a pressão sobre o governo e persuadir o público a não comer carne de cachorro. Várias organizações dizem que os cães são criados em condições precárias, espancados e torturados.

O Comitê Organizador dos Jogos de Pyeongchang divulgou esta declaração, após as críticas:

“Estamos cientes da preocupação internacional em torno do consumo de carne de cachorro na Coréia. Esta é uma questão que o governo deve abordar. Esperamos que este assunto não tenha impacto no sucesso ou na reputação dos Jogos e da província. Nós apoiaremos o trabalho da província e do governo em relação ao tema, conforme necessário. Além disso, afirmamos que a carne de cachorro não será servida em nenhum dos locais dos Jogos.”

Fique à vontade para compartilhar esta informação e espalhar a ideia de que não é assim que os animais devem ser tratados!