Psicóloga comenta caso de mãe que raspou a cabeça da filha por praticar bullying

Shutterstock.com

Uma mãe gerou um intenso debate nas redes sociais após revelar que raspou a cabeça da filha de 11 anos como punição por praticar bullying contra uma colega de classe que estava passando por quimioterapia.

Continue lendo para saber mais.

A história foi compartilhada no TikTok pela criadora de conteúdo Daiana Birollo, que disse ter recebido um e-mail da mãe explicando por que escolheu essa punição controversa. Enquanto muitas pessoas elogiaram a decisão, psicólogos e especialistas em educação estão divididos sobre se a medida ensina empatia ou apenas causa ainda mais danos.

Segundo Birollo, a mãe contou que ficou chocada ao descobrir que a filha havia zombado repetidamente de uma colega que perdeu o cabelo durante o tratamento contra o câncer.

A menina havia mudado de escola recentemente, e os pais acreditavam que ela era educada e bem-comportada. Eles só souberam do bullying depois de serem chamados para uma reunião urgente com a direção da escola.

Segundo relatos, a escola informou que a filha e várias amigas riram repetidamente da cabeça raspada da colega, apesar de terem recebido diversos avisos.

Birollo afirmou que a vítima ficou tão abalada que posteriormente tentou tirar a própria vida.

A mãe disse que a revelação a fez questionar tudo o que acreditava saber sobre a filha.

Depois de refletir sobre como deveria reagir, ela decidiu raspar o longo cabelo da menina.

“Eu não queria tirar o celular dela nem deixá-la de castigo. Eu queria fazer algo que a mudasse para sempre”, relembrou Birollo.

Shutterstock.com

Ela admitiu que tanto ela quanto a filha choraram durante o corte de cabelo, mas afirmou que não se arrepende da decisão.

A família também visitou a casa da vítima para que a menina pudesse pedir desculpas pessoalmente.

A especialista em educação infantil Claire Cameron disse que a punição pode ajudar a menina a compreender melhor o que a colega enfrentou ao, temporariamente, compartilhar uma aparência semelhante.

No entanto, ela alertou que a experiência também pode ser traumática, dependendo da forma como for conduzida.

Cameron também questionou se um pedido de desculpas forçado realmente desenvolve empatia, sugerindo que é mais significativo incentivar as crianças a compreenderem o impacto de suas ações do que simplesmente dizerem “desculpa”.

A especialista em saúde mental infantil Tracy Vaillancourt adotou uma posição mais firme, argumentando que raspar a cabeça de uma criança é uma punição excessiva e reproduz o mesmo abuso de poder presente no bullying.

Em vez disso, ela afirmou que responsabilização, pedidos de desculpas sinceros e o enfrentamento das causas do bullying são respostas mais eficazes.

Ambas as especialistas ressaltaram que o bullying frequentemente reflete questões emocionais ou familiares mais amplas, e não apenas um comportamento inadequado isolado.

Elas incentivaram os pais a trabalharem em conjunto com as escolas, buscarem acompanhamento psicológico quando apropriado e ajudarem as crianças a desenvolver empatia e habilidades emocionais saudáveis, em vez de recorrerem apenas à punição.

O que você acha dessa história? Conte para nós nos comentários e compartilhe esta matéria para saber a opinião de outras pessoas.

LEIA MAIS

 

Leia mais sobre...