Ginecologista explica ejaculação feminina real

Por existirem muitos equívocos sobre o orgasmo feminino, um ginecologista se manifestou para contestar a crença de que a ejaculação feminina é simplesmente urina.

O Dr. Mehmet Bekir Şen, especialista em labioplastia e vaginoplastia baseado em Istambul, compartilhou uma explicação detalhada no X depois que um usuário afirmou que as mulheres só liberam urina quando ‘squirt’ (ejaculam).

‘Pessoas não saberem que squirt é xixi está me deixando louco’, escreveu o usuário.

Em resposta, o Dr. Mehmet ofereceu uma análise clara da biologia por trás da ejaculação feminina, com o objetivo de acabar com a confusão e encorajar as mulheres a ‘explorarem sua sexualidade sem vergonha’.

Ele explicou: ‘A ejaculação feminina, ou squirting, é um fenômeno biológico real, embora esteja cercada de mitos.’

‘Não é inteiramente urina, mas sim a expulsão de um líquido claro durante a excitação sexual intensa.’

De onde vem?

Segundo o Dr. Mehmet, a liberação do líquido está intimamente ligada à atividade das glândulas parauretrais (de Skene) — pequenos ductos localizados em ambos os lados da uretra. Essas glândulas ajudam a lubrificar a vagina e protegem contra infecções, sendo frequentemente descritas como o equivalente feminino da próstata.

Ele acrescentou: “Quando o ponto G (uma área altamente vascularizada no espaço uretrovaginal) é estimulado com intensidade e pressão suficientes, essas glândulas se tornam mais ativas.”

“As glândulas de Skene secretam um líquido claro que se acumula em pequenos sacos e é expelido pela uretra em forma de jato durante o orgasmo, devido à contração dos músculos do assoalho pélvico.”

O líquido liberado difere da urina em sua composição química. Embora possa conter substâncias como glicose, ureia, creatinina e PSA (antígeno prostático específico), elas aparecem em concentrações muito diferentes em comparação com a urina.

Quão comum é?

Pesquisas sugerem que a quantidade de líquido liberado pode variar bastante — de apenas 0,3 ml a mais de 150 ml. Nem todas as mulheres vivenciam esse fenômeno; estudos estimam que entre 10% e 54% das mulheres já tiveram ejaculação.

O Dr. Mehmet enfatizou: “Nem todas as pessoas experienciam o squirting. A intensidade da estimulação, a anatomia individual e o relaxamento psicológico são fatores-chave.”

Ele também observou que se trata de uma “resposta sexual normal e saudável” e não deve ser confundida com incontinência urinária.

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