Crédito: GoFundMe
Um jovem casal está compartilhando a experiência aterrorizante que quase custou a vida do filho recém-nascido, depois que os médicos precisaram “trazê-lo de volta à vida”.
Demi Duffin, de 17 anos, e Charlie Hayes, de 19, descobriram durante a gravidez que o bebê, Luca, tinha gastrosquise, uma condição em que alguns órgãos se desenvolvem fora do corpo. No caso de Luca, a condição afetava seus intestinos, mas os médicos disseram ao casal que o quadro não era considerado grave.
Tudo mudou quando Demi estava com 30 semanas de gestação e percebeu que não conseguia mais sentir o bebê se mexer. Ela foi ao hospital, onde foi examinada antes de receber alta.
“Disseram que os intestinos dele estavam bem e que não havia nada de errado”, explicou Demi, segundo a UNILAD. “Fomos informados de que eu seria monitorada a cada poucas semanas no Medway.”
Menos de duas semanas depois, a mesma situação aconteceu novamente. Demi voltou ao hospital e, desta vez, os médicos perceberam rapidamente que o caso era muito mais grave.
Em menos de uma hora, a equipe médica descobriu que os batimentos cardíacos de Luca haviam parado, tornando necessária uma cesariana de emergência.
“Graças a Deus o hospital o trouxe de volta à vida”
Nascido sete semanas antes do previsto, Luca pesava apenas 1,5 kg. Ele nasceu sem batimentos cardíacos e foi imediatamente submetido a uma cirurgia que salvou sua vida.
“Ver ele nascer morto foi muito difícil. Os médicos passaram cerca de uma hora tentando salvá-lo. Foi a hora mais longa da minha vida. Mas, graças a Deus, o hospital o trouxe de volta à vida”, disse Charlie.
Mais tarde, o casal foi informado de que, se Demi tivesse esperado apenas “mais algumas horas” antes de voltar ao hospital, Luca não teria sobrevivido.
Depois de ser estabilizado, Luca foi transferido para o Royal London Hospital, onde os cirurgiões realizaram outra operação para começar a recolocar seus intestinos dentro do corpo.
Desde então, o recém-nascido passou por mais duas cirurgias. Ele permaneceu sob monitoramento médico constante e precisou usar um respirador para ajudá-lo a respirar. Embora tenha deixado de usar o aparelho na semana passada, ele continua internado enquanto os médicos acompanham sua recuperação.
Campanha no GoFundMe é criada
A difícil jornada também teve um momento que o casal diz que jamais esquecerá.
“Eu e a Demi pudemos segurá-lo no colo outro dia e fazer contato pele a pele pela primeira vez. Foi incrível. A Demi comentou como ele era levinho, mas, quando eu o segurei, achei que ele era a coisa mais pesada que já carreguei. Foi literalmente como segurar o meu mundo nas mãos. Nunca vou esquecer esse momento”, contou Charlie.
Apesar desse progresso, a família afirma que a condição de Luca ainda é incerta.
“Mas os médicos nos disseram para não criarmos muitas expectativas, porque a qualquer momento o estado dele pode piorar. Tudo o que podemos fazer é continuar rezando. Não sabemos quando ele poderá ir para casa. Os médicos disseram que isso ainda vai demorar bastante.”
Desde então, uma campanha no GoFundMe foi criada para ajudar Demi e Charlie enquanto permanecem ao lado de Luca durante sua recuperação.
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